
Integrantes da campanha do presidente Lula têm analisado os resultados da última pesquisa Quaest sobre a intenção de voto para a Presidência da República.
O levantamento, divulgado na quarta-feira (15), indica que 52% desaprovam a gestão petista, enquanto 43% aprovam.
Nos bastidores, aliados atribuem o aumento da reprovação a uma combinação de fatores. O principal deles seria a frustração com a economia: apesar da alta no emprego, o poder de compra segue pressionado, especialmente por gastos com alimentação e transporte.
O resultado, de acordo com essas fontes, é uma sensação de aperto no orçamento e de que sobra menos dinheiro no fim do mês.
Também pesam, na avaliação de integrantes da campanha, os episódios envolvendo o Banco Master e o INSS, além de um crescimento do sentimento “anti-Lula”.
Aliados avaliam ainda que o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem se beneficiado desse ambiente, sem sofrer desgastes mais intensos até agora. A expectativa, porém, é de que esse cenário mude com o avanço da campanha e o aumento dos ataques políticos.
Para tentar reverter o quadro, o governo aposta em pautas de apelo popular, como o projeto que propõe o fim da escala 6×1. A proposta foi enviada ao Congresso Nacional na terça-feira (14/4).
A estratégia inclui ainda a realização de um grande evento no Dia do Trabalhador, que deve ser coordenado pelo ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República.
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