
Natanael Venâncio foi perseguido por PMs após furar uma abordagem policial. A perseguição aconteceu até a casa do jovem, no bairro da Vila Andrade. Dentro da residência ele foi assassinado por agentes da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas), segundo familiares. O caso aconteceu no domingo, 18.
Familiares explicaram que Natanael fugiu porque estava sem capacete e não queria perder a moto. Segundo o irmão do jovem, ele usava o veículo para fazer entregas e estava com outro colega na garupa.
Mãe disse que foi agredida ao tentar impedir policiais de atirarem no filho. Maria Bethânia Venâncio afirmou que os policiais entraram na casa dela atrás de Natanael e a jogaram contra uma escada quando ela tentou ficar entre os policiais e o jovem. “Ele entraram e atiraram no meu filho. Eu falava: atira não, atira não, disse a mulher a jornalistas do lado de fora do DHPP.
Familiares também alegaram que a polícia não deixou familiares prestarem socorro. Vídeos gravados pouco após o ocorrido mostram policiais levando o corpo do jovem morto para fora da casa. Em nota, a PMESP afirmou que levou Natanael até o Hospital do Campo Limpo e que a morte dele foi constatada no local.
Policiais afirmaram que jovem estava armado, versão que a família nega. Segundo o primeiro registro da PM, ao ver “um dos individuos estava com arma em punho”, os policiais atiraram três vezes. Um dos tiros disparados pelos PMs atingiu a mão de um dos policiais, que ficou ferido.
Fuga de Natanael da abordagem não justifica entrada forçada da PM na casa dele, diz a ouvidoria. Em nota, a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo afirmou que um procedimento investigado foi aberto e que laudos periciais foram solicitados à Polícia Civil.
Moradores do bairro em que Natanael morava, protestaram após o crime. Eles atearam fogo em entulhos na avenida Carlos Caldeira Filho, na noite de segunda-feira, 19.
Imagens das câmeras corporais dos PMs serão analisadas. As armas usadas na ação também foram apreendidas e encaminhadas à perídia,a firmou em nota a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. O caso é investigado pela Delegacia de Homícidios e Proteção à Pessoa e um inquérito Policial Militar foi aberto para investigar possíveis desvios de conduta.
*Informações UOL
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